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13/06/10

PhD Course - Framing Screens: Knowledge, Interaction and Practice

PhD Course (5 ECTS)  - Framing Screens: Knowledge, Interaction and Practice

27-30 September 2010, IT University of Copenhagen, Denmark

Lecturers: Lucy Suchman (Lancaster University), Helen Verran (University of Melbourne), Christopher Gad (IT University of Copenhagen)

Hosted by Technologies in Practice Faculty Group (f.k.a. Design of Organizational IT)

This PhD course aims to unfold empirically and analytically how computer screens and other displays help 'project' or otherwise ‘perform’ knowledge, interaction and practice. Screens are increasingly ubiquitous, for example as part of personal computers, televisions, cameras, surveillance equipment, ticketing equipment, mobile phones and other handheld devices. Simultaneously screens play an increasingly important role in a wide range of human practices relating to work, play, travel, care, learning, planning, monitoring, designing, coordinating, modeling, policing and much else. At the same time screens are curious entities. They may stretch human interactions nearby to globally-distributed locations. They seem to multiply the world around us while simultaneously constructing very specific fields of vision. Thus, screens perform cuts between displayed worlds and human knowledge about the world. Screens also mediate human action in particular ways by actively participating in new visions that define and situate action. With their capacity to organize human attention elsewhere screens may enact viewer displacement, as viewers becomes screened off. Thus boundaries may shift between screens, the knowledge they present, the interactions they facilitate and the practices they engender. For these reasons, screens are objects of interest for contemporary social scientific research into technologically mediated environments, including anthropology, cultural/media studies, design studies, and science and technology studies (STS) . Drawing on a range of theoretical traditions the course aims to frame screens by exploring their implications for knowledge, interaction and practice. This includes but is not limited to analytical topics such as:

  • Shifting 'screen' relationships between practice (e.g. dwelling, working, travelling, playing, planning, controlling) and viewer positions (e.g. onlooker, spectator, user, voyeur, investigator)
  • Variations between heterogeneous on- and off-screen interactions
  •  Screens as organizers/disruptors/mediators of human knowledge, experience, perspectives, etc.
  • Space, place and temporalities of screens in local/global/glocal/trans-local situations and fields
  • Comparative or exploratory studies of recent 'hi-tech' displays (e.g. HD, LCD, mega-screens, 3-D, touch) vs. 'traditional' ones (e.g. theatres, windows, veils, frames)
  • Ethnographies of screens including qualitative implications of screen types, modes, juxtapositions, placements and proximities in practice
  •  Philosophical investigations of screens including debates about visible/invisible and presence/absence
  •  Screen' as a conceptual metaphor in social studies of technology, in other words what human practices can be understood as 'screening technology'?



Further information and application procedure may be found here





23/10/08

As redes sociais na Internet e a "dependência"


1. Introdução

Segundo o psicólogo David Smallwood, da Priory, o social-networking pode criar o "vício" dos novos amigos."Um dos sintomas do novo vício seria a sensação de rejeição e isolamento quando um pedido de amizade é rejeitado no serviço [por exemplo na rede social FaceBook]". Mais à frente, recomenda que "qualquer pessoa com problemas de vícios como compras, drogas ou álcool deveriam se manter longe de redes sociais online". E vai ao ponto de aconselhar os seus clientes: "Eu vejo pacientes que estão no Facebook e minha resposta é: pule fora". Contudo, esta posição não é consensual: "outro estudo divulgado ontem aponta que sites como o Facebook podem ser úteis para reduzir o isolamento de pessoas".


Ver o artigo completo aqui:
http://www.geek.com.br/modules/noticias/ver.php?id=39983&sec=6



Este texto levanta uma questão essencial que posso formular assim:


- as noções de McLuhan sobre a televisão, ao acentuar o carácter de dependência física (adictiva) da TV, podem-se aplicar à relação com o Ecrã Digital no caso do social-networking?

Até que ponto se está dependente, numa lógica semelhante às dependências físicas de substâncias químicas, do acto de usar o "rato", abrindo e fechando janelas no ecrã digital do computador, desse acto rítmico de reorganização temporal, dessa iluminação, tal como acontece com o adicto?

Será a "dependência" um bom conceito para compreender, por exemplo, a entrega ao zapping no caso do social-networking em que se passa rapidamente doa janela do Facebook para o Google e logo depois para o Messenger, numa aceleração como acontece com o comando à distância do ecrã televisivo.


2. McLuhan e o conceito de dependência



Nos anos 60, Marshall McLuhan desenvolveu a ideia de que os reais efeitos dos media se escondem por detrás dos supostos conteúdos. Os media mais eficazes serão os que mais facilmente criam no receptor a ilusão de que está a receber um conteúdo puro, iludindo de múltiplas maneiras a própria mediação, criando a ilusão do desaparecimento do media, criando uma imediação como dizem Bolter e Grusin. Mas não será que a mediação só se efectua exactamente por se manter oculta, tanto mais que a simples oposição exterior (meios) / interior (sujeito) deixou de funcionar rigidamente?

Neste sentido, o meio entra numa certa fusão com o sujeito, numa lógica de "hot", criando uma dependência forte. McLuhan, em 1969, chega mesmo a afirmar que: "a atracção pelas drogas alucinógenas é um meio de alcançar a empatia com o nosso meio ambiente electrónico, ambiente esse que é em si uma viagem interior sem drogas". Também em William Gibson, no seu famoso romance "Neuromancer", podemos ler: " o ciberespaço é uma alucinação consensual experimentada diariamente por milhares de milhões de operadores autorizados".

A dependência tornou-se um conceito fetiche, com uma força generalizadora, viral, aditiva, que é preciso questionar. O que significa que sejam utilizadas por vezes exactamente o mesmo tipo de explicações para a dependência das drogas e dos computadores «computer addiction» ou «Internet addiction», bem como da adicção à comida, à saúde, ao jogo, etc.?



Estamos de acordo com o que diz Karabeg. Torna-se necessário definir com mais rigor o que se entende por "adicção". Na verdade, o conceito antigo de "dependência" tem ainda uma forte carga negativa associada ao uso ilícito de drogas. Contudo, autores da nova ciência da comunicação começaram, desde há várias década atrás, a reverem o problema.


"The motivation for that theme is McLuhan’s wellknown observation that developing technical civilization while using old concepts is like driving a car while looking at the rear-view mirror. We extend McLuhan’s work one step further by creating one new concept. More precisely, we redefine or recycle an old concept by giving it a new meaning and a new life." (Karabe, 2008, p. 1).


Acentua-se uma mudança na forma de ver a dependência: "the change of our understanding of addiction from narcotics, alcohol, gambling to a shadow aspect of culture" (Karabeg, p. 1). De facto, "addiction is a shadow aspect of culture, a result of using cultural know-how to harm people and make them dependent. Controlling addictions has therefore always been one of the basic functions of culture" (p. 9).


Nas sociedades actuais, a lógica da dependência na relação com os novos media digitais já não é equilibrada pelas proibições de tipo religioso (tabus associados ao consumo excessivo de drogas tais como opiácidos, alcoolismo, jogo, etc ). Torna-se assim necessário entender esta nova dependência como uma das características fundamentais da nova sociedade da informação.

Ver: Dino Karabeg, "Addiction Pattern", in <http://folk.uio.no/poly/addiction-paper.pdf>. Consultado em 15 Out. 2008.


Esta questão irá merecer um desenvolvimento futuro. Entretanto vejam este blog sobre o Social Networking Addiction:

http://socialnetworkingrehab.blogspot.com/2007/09/step-1-recognize-you-have-problem.html