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| Foto: Público, 12 de Março de 2014 |
The idea of "Ecosophy" could be seen as a less anthropocentric knowledge and way of life. We share trials, attempts of ecosophic perceptions and actions, emerging with the "revolution" of the WEB 2.0, online sites of social networks like Facebook, Twitter, Youtube, etc.
08/04/14
"Não é ingénuo acreditarmos que a cidadania digital é possível; o que é ingénuo é pensarmos que isso nos vai cair no colo."
18/11/10
O Facebook e o Google querem capturar o nosso "tempo"?
O determinismo tecnológico, aliado às novas formas de capitalismo, caracteriza a mentalidade dos jovens engenheiros americanos que criaram o Facebook e o Google.
"“O engenheiro é rei, e está acima da multidão”, escreve o autor. Os próprios fundadores são descritos no livro como engenheiros frios, com uma mente matemática e um gosto pela objectividade e exactidão" (ver notícia do Público no final).
Contudo, este determinismo é, no essencial, uma forma de cegueira. Impede de ver as disposições subjectivas dos utilizadores, de ver uma outra possibilidade de estar em rede que não seja a que obedece às necessidades de lucro. E de ver que somos animais com medos, com uma subjectividade.
"Auletta argumenta que esta mentalidade de engenheiros, que foi capaz de tornar a Google num gigante, é também responsável por fazer com que esta tenha sido lenta a compreender as preocupações que as pessoas têm com a privacidade. “A privacidade é uma bomba atómica que pode explodir nas mãos da Google.”"
"“Os engenheiros são bons naquilo que conseguem medir. [Mas] os medos relacionados com a privacidade não são facilmente mensuráveis”, explica Auletta ao PÚBLICO."
A mentalidade baseada no determinismo tecnológico aliada ao novo capitalismo tende a reproduzir o uso entrópico do tempo. Alienado. Uma dependência doentia. Por alguma razão, os jogos on-line são objecto de uma divulgação intensiva em detrimento das questões da nossa privacidade (e do uso criativo e humano da Internet).
Como muito bem diz o autor do estudo, querem acima de tudo capturar-nos, capturar o nosso "tempo": "Auletta responde ao PÚBLICO: “O Facebook é uma ameaça [para o Google] porque ocupa o tempo das pessoas. Quanto mais tempo é gasto no Facebook, menos tempo se passa a usar [produtos da] Google.”
Quanto mais tempo é gasto no facebook (e no Google), menos tempo temos para estar com os amigos. Os autênticos. Menos tempo temos para "estar" connosco próprios. Apenas estar.
Por isso, a resistência também passa por saber usar, de uma outra forma, este "tempo". Não ser apanhado, como uma vítima indefesa, por esta armadilha.
http://www.publico.pt/Tecnologia/google-contra-todos_1438733
11/02/10
A cultura informacional - Alexandre Serres
A cultura informacional - A intervenção de Alexandre Serres num seminário dinamizado por Bernard Stiegler - Séminaire Ecole et médias (CIEM-AI), 16 de Maio de 2009.
Ver aqui mais informações: http://www.arsindustrialis.org/séminaire-ciem-ai-ecole-et-médias
RESUMO A Cultura informacional tem sido dominada pela biblioteca, pelo paradigma documental, pela adaptação, pelos procedimentos. Tese do autor passa por mudar esta visão através de 3 eixos: 1. Pensar esta cultura informacional a partir da questão da técnica (pensar o código e o digital) a partir do pensamento crítico sem cair em extremos. Evitar o ocultamento da técnica. Evitar a dicotomia tecnofóbico/tecnofilico (Regis Debray). Pensar a questão da Cultura Técnica (Gilbert Simondon). Ver a relação entre a escola e o digital. a) Repensar a escola b) Pensar a plasticidade do digital. A democratização rizomática do saber devida ao digital (à nova cultura informacional) origina uma crise de autoridade, de legitimidade da escola e do professor. Solução: uma nova educação para a cultura da informação. 2. Alargar a cultura informacional à cultura dos media e ligada à cultura informática. Valorizar a hibridação mas tendo em conta as diferenças epistemológicas entre a escola e a internet. Melhorar qualitativamente o uso do digital. 3. Colocar o problema da finalidade. Realizar (melhorar e elevar o uso da internet), resistir, reflectir. Não cair nos opostos da resistência tecnofóbica ou da tecnofilica. Entender criticamente mas não de fora. Resistir por dentro com uma reflexão.4. Pensar os conteúdos didácticos da cultura informacional. Pensar a contradição entre a Escola e o Numérico: passa pela valorização da lentidão, ver as imagens e os textos desenvolvendo a arte do "olhar". Ver o que está por detrás do Google (formação crítica dos utensílios da internet). Resistir ao mito da calculabilidade, os efeitos perversos, as adições. Nem a resistência tecnofóbica, nem a adaptação acrítica.
17/01/10
Sociology of Google?
C'est en tous les cas une nouvelle entrée de chercheurs SHS dans la problématique « Google » (après l'approche documentaire-critique, l'approche critique-idéologique, etc.) et très intéressante car la plus directement sociologique pour l'instant : ici est étudiée la remarquable articulation entre un outil moteur / un individu en état de recherche / une méga machine Internet."
