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24/01/13

Diário de um Facebookeano (1) - Ser ou não ser, no facebook, eis a questão.




24 de Janeiro de 2013

Hoje li um testemunho frontal no Facebook. "Ando cansada e desiludida com o Facebook. Revela-se um nicho pouco sério, onde impera a coscuvilhice e a intriguice, repetindo a pequenez da aldeia, onde tudo está à janela para dizer mal do parceiro e julgá-lo. Devia ser um espaço de opinião livre, de discussão franca e aberta, de amizade, de transmissão e partilha de conteúdos interessantes e de cultura (já que as instituições culturais deste país estão a morrer e precisamos de substitutos) e não de denúncia pidesca, sempre que alguém diz a verdade." Maria João Cantinho (24 de Janeiro de 2013).

Relembro muitos testemunhos semelhantes, ao longo dos últimos anos, escritos por pessoas que tomam consciência dos perigos da comunicação nas redes nomeadamente das formas de manipulação e até de agressão verbal, que se podem transformar, quando sistemáticas, em formas modernas de Bullying.

Valerá a pena, tendo em conta estes fenómenos, estar em redes como o Facebook?
 
Penso que, tal como a galáxia Gutenberg, as redes sociais são sobretudo a expressão, alargada, de formas de escrita, formas de vida e de individuação.
 
Será que, devido aos maus escritores e livros péssimos, aos leitores superficiais, eu deveria deixar de entrar nessa rede (uma internet antiga) que são os livros impressos? Ficar reduzido à minha família, ao meu grupo de amigos que encontro no local de trabalho ou no café?

23/05/10

Cuidado com os "especialistas" em redes sociais que aparecem como "novos profetas da web 2.0".


Para se compreender as redes sociais, existem ferramentas na área das Ciências Sociais. Pode-se usar a Análise das Redes Sociais: "métodos para a mensuração das relações de poder e influência, identificar pontos de concentraç ão das informações, enfim, trata-se de uma área multidisciplinar – e, por isso, fascinante – que envolve, além da própria sociologia, estatística, matemática, comunicação e tecnologia" (ver os artigos de Raquel Recuero: http://pontomidia.com.br/raquel/arquivos/livro_redes_sociais_na_internet.html ) .

Sim mas não é a única. Temos também outras ferramentas e teorias que podem complementar de forma qualitativa (e criticar) a Análise das Redes Sociais : a sociologia do imaginário (André Lemos, Maffesoli), a etnometodologia (Garfinkel), a teoria do actor-rede (Latour), a Escola de Palo Alto (Bateson), etc.
A propósito, ver este meu texto sobre o conceito de rede:
http://neves.do.sapo.pt/Mexico2003.pdf

"Na sociologia, o campo que dá conta deste assunto é o da Análise de Redes Sociais (SNA, em inglês). Ele se dedica a propor métodos para a mensuração das relações de poder e influência, identificar pontos de concentração das informações, enfim, trata-se de uma área multidisciplinar – e, por isso, fascinante – que envolve, além da própria sociologia, estatística, matemática, comunicação e tecnologia.
[...]

Para quem quer se aprofundar em comunicação na redes sociais sugiro conhecer inicialmente o trabalho da Orgnet e comparar com aquilo que é oferecido no Brasil pelas ditas agências 2.0. Em seguida, vale uma parada no site da International Network for Social Network Analysis. Por fim, indico a leitura do e-book Introduction to Social Network Methods, que oferece uma bela visão sobre o tema. Com isso, você estará bem munido para encarar de forma crítica os argumentos e as proposta superficiais desses novos profetas da web 2.0."
André de Abreu
http://imezzo.wordpress.com/2009/08/25/cuidado-com-o-especialista-em-redes-sociais/

05/03/10

Social Media Revolution


Social Media Revolution
www.youtube.com
"Social Media Revolution: Is social media a fad? Or is it the biggest shift since the Industrial Revolution? This video details out social media facts and figures that are hard to ignore. This video is produced by the author of Socialnomics".

25/02/10

Orkut way of life

Um texto que reflecte uma experiência de social-networking.

Para ler com atenção e tempo.


"Orkut way of life

Vejamos: o que faz um brasileiro típico (da classe média com acesso a internet) ao chegar no trabalho na segunda-feira pela manhã? Ele faz duas coisas, na verdade. A primeira delas é abrir o e-mail; a segunda, o Orkut, para dar uma conferida no que "rolou" nos últimos dias (ou horas, se for um fanático ), ver suas mensagens, verificar se algum "amigo" novo o adicionou, se aumentaram os coraçõezinhos do seu perfil, essas coisas todas. Estamos diante de uma nova maneira de encarar a internet e as "relações" por ela fabricadas. O papel do Orkut (e de suas dezenas de imitações atuais: "Orkut" para pessoas bonitas, para ricos, para o público GLS, etc. ) já não pode mais ser ignorado. É o Orkut way of life cada vez mais presente no cotidiano das pessoas virtuais, como nós.

Um tempo atrás, enviei um e-mail à minha prima. Ela não respondia, e eu perguntei o motivo desse desprezo. Ela disse que não lia e-mail, que se eu quisesse "falar" com ela tinha que deixar scrap, pois era muito mais fácil (“manda scrap, pô!” ). Eu dei uma investigada e descobri que a "galera" dela também não lê e-mail, uma menina até comentava que nem lembrava de sua senha. O negócio era o Orkut! Não importa o tipo de mensagem, era lá que ela deveria ser colocada! Isso é um fenômeno interessantíssimo e, parece, o grande canalizador das discussões do Orkut. Não é necessário privacidade, individualidade, nada disso. O Orkut te coloca de fato no mundo digital, quer você queira, quer não. E o pior é que isso é o atrativo principal, entende? Ali, a idéia é justamente essa: exposição. Ninguém entra no Orkut, em princípio, para ficar escondido (exceto alguns grupos de que falarei abaixo ). O Orkut existe para você aparecer, para suas amigas escreverem que vão passar na sua casa às 21h hoje à noite para irem dançar forró e que você gosta de beber cerveja e odeia o Lula, e que tem muitos "amigos". Aliás, o que tem escrito na entrada do site? “Quem você conhece?” Isso perdeu o sentido quando o Orkut, seu criador, adicionou alguém que não era seu amigo (ou foi algum amigo dele que fez isso? ). O Orkut passou a ser um "site de relacionamento" (não um cadastro de amigo, como foi concebido ), uma vitrine de pessoas de verdade e de mentira (a maioria), onde podemos "selecionar" os amigos, da mesma maneira que selecionamos as comunidades, como se estivessem disponíveis em uma prateleira.

O fato de ele ser um shopping de personalidades é uma das partes boas. Não há nada de errado com isso. Não há problema em querer encontrar pessoas diferentes de você, que odeiam aquela banda que você adora, que adoram aquele filme que você detesta, ou mesmo iguais. A diversidade também existe no mundo digital, sabe? Estas pessoas criam comunidades, discutem temas que te interessam, indicam livros, filmes, sites, falam um monte de absurdos, etc. Todo mundo pode encontrar algo ou alguém interessante no Orkut, para falar a verdade. E o Orkut é isso, na minha opinião: um shopping de pessoas e de seus gostos.

Como tudo que é composto por pessoas, o Orkut também tem seus problemas. A maioria das pessoas mente, mente descaradamente, aliás! Conheço pessoas que estão em comunidades de autores que jamais ouviram falar, de livros que nunca leram, de filmes que nunca viram. Já que pode mentir, (quase) todo mundo aproveita! Por que, claro, no ambiente "competitivo" como este – o Orkut, em que preciso me "vender", as pessoas só "compram" os melhores, os mais cultos, os mais bonitos, os mais legais, os que tenham mais amigos. Está certo, quem vai adquirir uma televisão preto e branco se pode ter uma de plasma?! Além disso, por que tenho que ser menos que meu vizinho, que mente no perfil dele? Não, não posso admitir isso! Preciso de centenas de amigos, de boas comunidades e de milhares de scraps que atestam que "eu sou o cara", eu sou legal... adicionem-me, portanto!

Há ainda os que não se mostram, estes, geralmente, estão relacionado a sexo. "Pessoas" falsas no Orkut, que colocam fotos de seus órgãos genitais, são milhares. Ali, claro, estão protegidos. Podem ser o garanhão, a vagabunda, não precisam ser eles mesmos. É incrível como no Orkut as pessoas são bem dotadas, bonitas, inteligentes, cultas, leitores compulsivos, repletos de amigos. Quase ninguém é infeliz por lá! O Orkut permite isso, esse mundo de sonhos, de faz-de-conta, de mentira. É através dele que estabelecemos vínculos, nos aproximamos de amigos de antigamente, conhecemos gente nova, criamos laços de afeto e de rancor. Baseamos tudo isso em uma ferramenta edificada sobre a mentira, sobre a enganação, sobre a competição. O Orkut parece ser o depositário da humanidade, o depositário das aspirações verdadeiras de gente de mentira.

Depois de um certo tempo no Orkut way of life, a brincadeira começa a cansar. Se você não usa o Orkut como e-mail, como é meu caso, felizmente, não há motivos para ir lá todo dia. Amanhã será igual a hoje, que foi igual a ontem. Do ponto de vista tecnológico, digamos assim, acho que o Orkut do jeito como está hoje não sobrevive muito (se bem que ainda tem toda uma China para conhecê-lo, não é? ). Acredito que a tendência é que ele disponibilize um blog, um fotolog, talvez uns joguinhos, ou será seu fim. A gente começa a se cansar das pessoas, das coisas, com o Orkut é assim, acho. Seja como for, o Orkut é a maior sensação da Web desde o Google, não há dúvidas. Se eu estivesse fazendo propaganda, diria: 12 milhões de pessoas não podem estar enganadas! Ou podem?, sei lá. Seja como for, Orkut way of life é isso, é considerá-lo parte do seu dia-a-dia virtual, é abrir o e-mail e ele também, é tirar fotos novas para alterar no seu perfil, é responder os parabéns virtuais que você recebe pelos scraps, é procurar aqueles seus vizinhos de 20 anos atrás, é incorporar tudo isso a seu cotidiano virtual, gostando ou não. E, então, se um dia você cometer Orkutcídio, é saber que você está sozinho nessa, meu amigo, que todo mundo que você conhece ainda está lá, que vão te chamar de diferente, de estranho, de chato... você não vai mais ser o cara legal. (De repente até vale a pena, hein? )

A propósito, já percebeu que hoje em dia, quando você conhece alguém, o cara logo te pergunta se você tem Orkut e diz que vai te adicionar? Ninguém mais pergunta se você tem e-mail, perguntam se tem Orkut! O Orkut agora é o RG digital das pessoas, caso você ainda não tenha percebido que isso é Orkut way of life, eu já não sei mais nada...

É claro que muita gente vai me mandar e-mail reclamando (e xingando! ) dizendo que não gostam de Orkut, que nunca entraram no Orkut, que não é todo mundo que é assim, vivendo no Orkut way of life, que eu generalizo, que existem pessoas que não se rendem a esta idiotice, etc. Claro que não! , poupem seu tempo. Esse mundo é grande demais para todo mundo ser igual e fazer a mesma coisa. Mas a regra é essa: estar no Orkut! 60% Dos brasileiros com acesso a internet são a regra, você que lê mais de 1,8 livros por ano e não está no Orkut é que é a exceção. "

Marcelo Maroldi

11/02/10

Os novos media e as novas formas de escrita

Do texto de apresentação de um seminário organizado por Bernard Stiegler extraí algumas ideias úteis para o trabalho de um investigador interessado nas novas formas de social-networking.

« Notre propre époque est caractérisée par le fait qu’au medium de l’écriture se sont ajoutés et parfois substitués des médias audiovisuels ou numériques qui modifient profondément le dispositif de l’espace public aussi bien que celui des savoirs, mais aussi les espaces et les temps les plus intimes.
La vie privée, les pratiques culturelles individuelles et collectives, la vie politique, la construction de l’opinion publique, l’économie, l’activité intellectuelle et scientifique s’en trouvent transformées. Or, ces médias audiovisuels sont aujourd’hui essentiellement mis au service de la captation de l’attention, et en particulier de l’attention des enfants, dans le but de susciter des modèles comportementaux conformes aux prescriptions du marketing. Et il résulte de cet état de fait qu’un conflit s’est ouvert entre les institutions qui assurent l’appropriation critique du medium de l’écriture fondant les communautés lettrées, d’une part, les industries de programmes audiovisuels et les médias numériques d’autre part.
Ce conflit est devenu notoirement préjudiciable à l’activité éducative – qu’elle soit familiale et privée ou institutionnelle et publique. La captation industrielle de l’attention épuise cette attention, qui est une construction sociale, elle en détruit les formes les plus complexes et les plus raffinées qui se sont élaborées au cours de presque trois millénaires de civilisation. Or, les problèmes ainsi posés par les médias contemporains ressemblent sur bien des points à ceux que posait l’écriture, et ils doivent être désormais affrontés et résolus par leur intégration systématique aussi bien dans les dispositifs de construction des savoirs que pour leur transmission.
C’est dans le but d’approfondir cette perspective et d’élaborer des propositions pour la mettre en œuvre que nous avons conçu cette journée qui consistera donc essentiellement à soutenir qu’il est temps d’inventer entre le monde de l’éducation, de la recherche et de la culture d’une part, le monde des médias audiovisuels et des industries culturelles et des nouveaux médias d’autre part, une politique nouvelle régulant les rapports entre ces deux secteurs, et leur prescrivant à l’un comme à l’autre des obligations de bien public – au moment où les générations des digital natives développent toutes sortes de pratiques individuelles et collectives de ces médias.
Dans ce contexte, le travail d’éducation aux médias qui a été engagé depuis des années, comme celui de la formation aux techniques documentaires issues de la numérisation, doit être approfondi et mis au cœur d’un projet éducatif nouveau, élargi dans le sens des hypothèses précédemment présentées, où la question de l’éducation des médias n’est plus simplement celle de ce que l’on appelle l’analyse des médias, mais celle d’une analyse épistémique et théorique de leur rôle dans la constitution des savoirs, depuis les formes les plus anciennes de la culture de l’écrit jusqu’au médias numériques, et tout aussi bien, par la généralisation systématique de la pratique des médias numériques dans l’élaboration même des savoirs, à travers les organes de recherche, les formations universitaires et les dispositifs de formation des maîtres aussi bien qu’au cours de la transmission des savoirs à l’école, au collège et au lycée.

Axes et perspectives proposés

- Etat des lieux de l’usage des medias audiovisuels et numériques chez les enfants et les adolescents : digital natives, nouveau rapport à la culture, nouvelle socialité, toxicité psychique et sociale des medias, captation par le marketing.


- Elaboration d’un cadre théorique pour penser ces enjeux de manière renouvelée : considérer ces médias contemporains comme de nouvelles « technologies de l’esprit », de nouveaux supports de mémoire et de savoir, et comme des pharmaka – à la fois poisons et contre-poisons, selon les expressions de Bernard Stiegler –, et dont le système scolaire doit s’emparer résolument.


- Réflexions sur l’articulation nécessaire mais difficile entre la très ancienne culture lettrée, sur laquelle repose l’école, et ces nouveaux instruments de savoir et de sentir que doivent devenir les technologies audiovisuelles et numériques : culture livresque, culture de l’information, culture numérique, écrit, écran".

in Programa do SEMINAIRE ENSEIGNEMENT ET MEDIAS - ARS INDUSTRIALIS / CIEM / SKHOLE.FR - 16 MAI 2009

Ver aqui:

31/01/10

A passagem dos dispositivos tradicionales de CMO para o Software Social

Um texto que reflecte sobre o conceito de software social.

"Se trata de describir y comparar el funcionamiento de un determinado software de comunicación mediada por ordenador que se encuentra en Internet y que, des de hace unos pocos años, ha generado una pequeña polémica sobre su denominación entre ingenieros programadores y académicos.

En efecto, algunos usan el termino de ‘software social’ para designar únicamente una determinada categoría de dispositivos y servicios de Internet con diferentes funciones como la publicación y distribución de imágenes (Flickr), vídeos (YouTube), enlaces favoritos (Del.icio.us, Meneame, Digg), o artículos escritos (blogs, Barrapunto); todos ellos desarrollados a partir del año 2000.

El objetivo de esta nueva denominación es establecer una distinción con los dispositivos de comunicación mediada por ordenador de Internet --chat, listas de correo, foros electrónicos, MUD, los grupos de noticias, etc.-- , que a partir de ahora, para abreviar llamaremos dispositivos tradicionales de CMO" (p. 79).

Este desacuerdo nos llamó la atención porque intuimos que no se trataba de una simple discusión sobre mejoras de dispositivos o de nuevos proyectos de servicios en Internet. Algo se estaba transformando. Y las transformaciones tenían que ver con lo que llamaremos sus respectivas teorías de lo social o, también, socio-lógicas".

[...]

"Como decíamos en la introducción, nuestro objetivo es terminar esta breve descripción sobre el funcionamiento de estos dos tipos de dispositivos de comunicación mediada por ordenador y de este pequeño análisis de los discursos que los ingenieros-sociólogos, con la presentación de un resumen de los aspectos que mas sobresalen de sus teorías de lo social. Para facilitar la exposición, hemos elaborado el siguiente cuadro que pasamos a comentar:










‘Comunidad virtual’ es, sin ninguna duda, el concepto más popular para referirse a los grupos que surgen como consecuencia del uso de los dispositivos de la CMO tradicional. Con el recurso a este término, se condensa una teoría de lo social: se circunscriben los limites de la asociación (espacio social = hasta donde llegue lo ‘social’), se asignan unos intereses para devenir miembro (cualquier humano), se ordena de determinada manera de relacionarse y de establecer vínculos intersubjetivos (netetiqueta), etc. Pero, también, en esta manera de promover y dar cuenta de este tipo de asociaciones, se siguen ocultando algunos debates importantes: son ejemplos de ello, el silencio sobre la creciente expertizacion de los usuarios o la separación radical entre la realidad on y realidad off de modo que su relación se convierte en un problema. Y, lo que parece menos comprensible tratándose de Internet, es que todo continua “Como ocurría con el sexo en la era victoriana, los objetos están por todas partes pero no hablamos nunca de ellos” (Latour, 2006:105).


in Vayreda, A., & Estalella, A. (2007). 'Software social: ¿teoría social?' In F. Tirado & M. Domènech (Eds.), Lo Social y lo virtual. Nuevas formas de control y transformación social, Barcelona: Editorial UOC, 78-92.

20/11/09

Report: 'The Impact of Social Computing on the EU Information Society and Economy'

Report: 'The Impact of Social Computing on the EU Information Society and Economy'
Report:

The European Commission JRC, Institute for Prospective Technological Studies
released a comprehensive report on social and economic implications of Social Computing [aka Web2.0, social media].

'The Impact of Social Computing on the EU Information Society and Economy'
(Eds.) Yves Punie, Wainer Lusoli, Clara Centeno, Gianluca Misuraca and David Broster
Authors: Kirsti Ala-Mutka, David Broster, Romina Cachia, Clara Centeno, Claudio Feijóo, Alexandra Haché, Stefano Kluzer, Sven Lindmark, Wainer Lusoli, Gianluca Misuraca, Corina Pascu, Yves Punie and José A. Valverde

A very interesting report.


An excert from de preface::

"In this context, this report, and the research that lies behind it, focuses on “Social Computing” that enables user-centric, collaborative knowledge sharing, community-building activities using the Internet.
Globally, the Internet is used by some 1.7 billion people1 (24.7% of the population) and by some 318 million Europeans (64%).

Social computing has exhibited a prolific growth since its genesis in the early years of this decade and, since 2005, has achieved unprecedented levels of EU and global usage. Current estimates indicate more than 130 million Europeans3 are involved in social computing and are interacting in a broad spectrum of commercial, leisure and social domains. It is very likely that all readers will have had some social computing experience in either an active or passive role as encounters with Social Computing have become mainstream for the vast majority of Internet users. Searches for information will frequently transport us to Wikipedia, YouTube, Facebook or similar, or else to Blogs and other forms of collaborative on-line applications that have adopted the so-called Web 2.0 paradigm. For the younger generations, social computing has provided a medium for expression of interests and opinions, for collaboration and for building communities unbounded by locality.

Beyond the initial wave of “getting involved”, social computing is now in a period of consolidation and maturation enabling individuals, and groups, to access and contribute to knowledge on an ever increasing and already vast array of topics. Examining the evidence in this report and elsewhere, it is relatively easy to see how, over the coming years, social computing could play an increasingly important role in re-engaging citizens in political debate, in securing social cohesion and harmony, and it could provide a platform for dialogue on the grand challenges of the EU and the rest of the world."


24/01/09

As redes sociais e a Igreja Católica

As "redes sociais" na internet começam a ser objecto de debate no espaço público.

"Numa conferência realizada pela Igreja Católica, a Conferenza Episcopale Italiana (CEI, ou na tradução, Conferência Episcopal Italiana), o bispo Don Domenico Pompili alertou para os perigos de redes sociais online como o Facebook.

Segundo o site The Inquirer, Pompili acredita que os serviços levam ao que chamou de “individualismo interconectado”.

Para o bispo, relacionamentos criados online não são reais, e sites de networking levam ao “egocentrismo online”, afastando relações reais. Compartilhando de sua opinião está também o bispo Mariano Crociata, que presidiu a CEI e alertou para a glorificação da internet.

(...)

De acordo com o site italiano WebNews, as opiniões fizeram parte de uma palestra chamada “Igreja na Rede 2.0”, em que foi defendida a necessidade da criação de um novo modelo de rede de comunicação online, diferente dos existentes e criticados".

Magnet / Geek Central

Ver:

http://www.geek.com.br/blogs/832697632/posts/9020-igreja-cat-lica-debate-redes-sociais-online

02/11/08

The use of Social-Networking inside a firm

An example of the use of Social-Networking inside a firm.


"Networking group for Staples associates and alumni worldwide. Getting in touch, exchanging best practices, coordinating social events.!


http://www.linkedin.com/groups?gid=71707&trk=anetsrch_name&goback=%2Egdr_1225663078119_3

01/11/08

Os jovens e a internet: as redes sociais

Numa pesquisa, encontrei uma referência curiosa sobre a importância da redes sociais no uso que os jovens fazem da internet:

“apesar da imensidão da Web, a tendência dos jovens é para tecer pequenas teias pessoais.”

Uma questão se levanta: até que ponto não se forma uma espécie de redes hibridas e móveis, em constante organização/desorganização, que articulam as antigas redes de sociabilidade do face-a-face com as novas redes baseadas nos suportes digitais?


"Uma investigação internacional intitulada “Os Jovens e a Internet” agrupou investigadores do Canadá (Québec), França, Bélgica, Suíça, Espanha, Itália e Portugal. A investigação centrou-se em três questões centrais:
• Qual a representação que os jovens têm da Internet?
• Qual a utilização efectiva que os jovens fazem da Internet?
• Como é que se concretiza a apropriação da Internet, pelos jovens?
Jacques Piètte, o coordenador da investigação internacional, analisa no seu texto os resultados da pesquisa efectuada no Québec, confirmadas, em geral, pela pesquisa europeia. Para os jovens a internet não é nem um inferno nem um paraíso e não muda completamente o mundo. É também, e acima de tudo, um instrumento de diversão. Na utilização concreta verifica-se que, “apesar da imensidão da Web, a tendência é para tecer pequenas teias pessoais.”

José Carlos Abrantes
in http://www.josecarlosabrantes.net/detalhe.asp?id=219&idc=38

Livro resumido:

Abrantes, José Carlos (Org.), Ecrãs em Mudança, Lisboa, Livros Horizonte/CIMJ, 2006.

A questão da especificidade das redes sociais em meio digital


A maioria dos estudos sobre o social-software, no âmbito da cultura digital e dos cyberstudies, adoptam uma prespectiva baseada em duas ideias fortes:

-uma epistemologia positivista assente no empirismo ingénuo. Assumem que o estudo dos new media, nomeadamente a cultura digital, obedece às lógicas da evidência semelhante aos estudos dos fenómenos físicos;

- numa divisão ingénua entre o mundo real da vida e o mundo virtual das novas redes digitais.

Estas duas ideias de base devem ser criticadas.

1. Crítica da epistemologia do empirismo ingénuo

Tal como afirma Brabham (2008), uma grande parte dos estudiosos dos new media analisam os "phenomena in networks through an empirical paradigm that assumes a real thing with an essence that can be known".


Ora, esta abordagem necessita de ser melhorada pois impede um conhecimento aprofundado dos fenómenos digitais emergentes.


"The problem with this approach, the new media empirics approach, is that it works to freeze the flows and interactivities of people and ideas in a concrete, present moment as the object of study" (Brabham, 2008).

De acordo com Corrêa (2008), José Luís Braga, Vilém Flusser, Marshall McLuhan, Jean Baudrillard e Roland Barthes são autores que defendem a permissa de que a produção de conhecimento neste campo não pode ser similar ao usado nas ciências naturais, pois é necessário interpretar e criar significados.

2. Crítica da divisão ingénua entre o mundo real e o mundo virtual

Segundo alguns autores, a produção de conhecimento nos new media efectua-se também no REAL, faz-se na vida real. Ou seja, o ciberespaço não é imaterialidade sendo antes um espaço real eletrónico de circulação da comunicação e da sociabilidade. Tal como Fischer, parece-me que a questão principal não é a diferença entre o real e o virtual invasor. "Is not one of reality's resistance to, or its vanishing into, a triumphant virtual parallel world, but of the close and creative hybridizing between reality and its powerful and expanding digital simulacrum" (Fischer, 2008).

3. Uma nova epistemologia

Nesse sentido, aparece como necessária uma reflexão epistemológica sobre os estudos dos new media. Elizabeth Corrêa (2008) defende que os new media studies apresentam uma série de características que requerem uma metodologia específica para o seu estudo assente na:

- inserção do estudo dos new media no campo da Comunicação;
- tríade tecnologia/comunicação/sociedade;
- vinculação entre a teoria e a prática.


Um novo modelo epistemológico deve, por isso, seguir estas orientações:
- o estudo de casos singulares
- a busca de indícios que remetem a fenómenos não imediatamente evidentes
- a distinção entre indícios essenciais e acidentais
- a articulação entre os indícios selecionados
- derivação de inferências


Desta forma, é necessário efectuar:
- o levantamento extensivo e detalhado dos traços caracterizadores do objecto;
- uma redução do objecto aos seus elementos mais significativos;
- uma separação dos indícios essenciais dos acidentais por meio de tentativas;
- uma articulação do conjuntos de indícios que possibilitem as inferências sobre o fenómeno.

Temos então aqui presente uma tríade:
situação empírica - bases teóricas - problemas de pesquisa

Para finalizar, e ainda segundo Corrêa (2008), autores como Fidler, Hayles, Lunenfeld, Janet Murray, Lev Manovitch, Bolder, Jenkis & Thornburn, Salaverría e Bertocchi vão na mesma linha caracterizando a comunicação em rede como sendo policrónica e multidirecional.


__________________________________________________________
Bibliografia:

CORRÊA, Elizabeth Saad (2008). «Reflexões para uma Epistemologia da Comunicação Digital», em Observatório (OBS*) Journal, 4; 307-320 [http://obs.obercom.pt/index.php/obs/article/view/116/142].

FISCHER, Hervé (2008), "2B OR NOT TO BE DIGITAL", in http://www.hervefischer.net/text_en.php?idt=5 [consultado em 15 de Outubro de 2008]

BRABHAM, Daren C. (2008) , Review of the book "Organized Networks: Media Theory, Creative Labour, New Institutions de Ned Rossiter", in http://rccs.usfca.edu/bookinfo.asp?ReviewID=535&BookID=388 [Consultado em 10 de Outubro de 2008].

Ver particularmente esta parte da recensão de Daren C. Brabham (2008):
"Rossiter argues we have become too easily consumed with the project of analyzing phenomena in networks through an empirical paradigm that assumes a real thing with an essence that can be known. The problem with this approach, the new media empirics approach, is that it works to freeze the flows and interactivities of people and ideas in a concrete, present moment as the object of study. This is ill-suited for the study of organized networks, which are moving interconnectivities, ongoing processes, and which emerge from past conditions through the present and into a future of possibilities. This plea for processual media theory by Rossiter resembles the media erotics work of critic Brian L. Ott (2004), whose critique of the stagnancy of television criticism at the time called for an attentiveness to the pleasures of audiences engaged in the co-creation of meanings in texts rather than the "revealing" of ideology latent in discrete texts". in Daren C. Brabham (2008) , Review of the book "Organized Networks: Media Theory, Creative Labour, New Institutions de Ned Rossiter", in
http://rccs.usfca.edu/bookinfo.asp?ReviewID=535&BookID=388 [Consultado em 10 de Outubro de 2008]

Livro recenseado: Ned Rossiter, Organized Networks: Media Theory, Creative Labour, New Institutions, Rotterdam, Netherlands: NAi Publishers, 2006


[texto escrito em conjunto com Luzia Pinheiro]




Social Networking Websites and Teens: An Overview

An interesting report about the teens and Social-networking in USA.

"A social networking site is an online place where a user can create a profile and build a personal network that connects him or her to other users.
In the past five years, such sites have rocketed from a niche activity into a phenomenon that engages tens of millions of internet users.
More than half (55%) of all online American youths ages 12-17 use online social networking sites, according to a new national survey of teenagers conducted by the Pew Internet & American Life Project.
The survey also finds that older teens, particularly girls, are more likely to use these sites. For girls, social networking sites are primarily places to reinforce pre-existing friendships; for boys, the networks also provide opportunities for flirting and making new friends".

30/10/08

The origins of 'social networking'

See this site about the origins of 'social networking':
First, the authors "describe features of Social Network Sites (SNSs) and propose a comprehensive definition". Then, they present the history of such sites and summarize existing scholarship concerning SNSs. They conclude with some considerations for future research.

29/10/08

Web 1.5: "social networking" entre o email e a Web 2.0


«SOE (social online environments, social networking sites, por ex. Hi5, Facebook, MySpace, Friendster, Linkedln, Orkut, Ringo, etc), são ferramentas de software social disponibilizadas num website de redes sociais, que permitem a cada utilizador criar um perfil de si próprio (através de descrições, fotos, listas de interesses pessoais) e construir uma rede pessoal de relacionamentos sociais que o conecta intencional e selectivamente com outros utilizadores pertencentes à sua rede pessoal ou outras redes pessoais e de interesses pessoais comuns, através da troca de mensagens privadas e públicas entre si.
Sites sociais actualmente muito populares como o Hi5, o MySpace e o Linkedln lançados em 2003, ou o Orkut e o FaceBook em 2004, constituem uma actualização e melhoramento das primeiras gerações de software social de comunicação mediada por computador como, por exemplo, o IRC dos anos 90.
O actual software social da Web 2.0 constitui, todavia, um incremento inovacional, possibilitando a conversação em tempo real, a partilha de ficheiros personalizados de imagens, música e vídeo, a videoconferência online com utilizadores de outras redes pessoais. Estas ferramentas oferecem um enorme potencial enquanto espaço dinâmico de sociabilidades, convívio e partilha de interesses, gostos e estilos. E, à semelhança dos seus antecessores, enquanto espaço de convívio e partilha, o software social fomenta quer a manutenção das sociabilidades pré-existentes offline quer a expansão das sociabilidades puramente online»

fonte: OBERCOM, «Web 1.5: As redes de sociabilidades entre o email e a Web 2.0», Flash Report, Maio 2008, pag 3
Retirado de:

23/10/08

As redes sociais na Internet e a "dependência"


1. Introdução

Segundo o psicólogo David Smallwood, da Priory, o social-networking pode criar o "vício" dos novos amigos."Um dos sintomas do novo vício seria a sensação de rejeição e isolamento quando um pedido de amizade é rejeitado no serviço [por exemplo na rede social FaceBook]". Mais à frente, recomenda que "qualquer pessoa com problemas de vícios como compras, drogas ou álcool deveriam se manter longe de redes sociais online". E vai ao ponto de aconselhar os seus clientes: "Eu vejo pacientes que estão no Facebook e minha resposta é: pule fora". Contudo, esta posição não é consensual: "outro estudo divulgado ontem aponta que sites como o Facebook podem ser úteis para reduzir o isolamento de pessoas".


Ver o artigo completo aqui:
http://www.geek.com.br/modules/noticias/ver.php?id=39983&sec=6



Este texto levanta uma questão essencial que posso formular assim:


- as noções de McLuhan sobre a televisão, ao acentuar o carácter de dependência física (adictiva) da TV, podem-se aplicar à relação com o Ecrã Digital no caso do social-networking?

Até que ponto se está dependente, numa lógica semelhante às dependências físicas de substâncias químicas, do acto de usar o "rato", abrindo e fechando janelas no ecrã digital do computador, desse acto rítmico de reorganização temporal, dessa iluminação, tal como acontece com o adicto?

Será a "dependência" um bom conceito para compreender, por exemplo, a entrega ao zapping no caso do social-networking em que se passa rapidamente doa janela do Facebook para o Google e logo depois para o Messenger, numa aceleração como acontece com o comando à distância do ecrã televisivo.


2. McLuhan e o conceito de dependência



Nos anos 60, Marshall McLuhan desenvolveu a ideia de que os reais efeitos dos media se escondem por detrás dos supostos conteúdos. Os media mais eficazes serão os que mais facilmente criam no receptor a ilusão de que está a receber um conteúdo puro, iludindo de múltiplas maneiras a própria mediação, criando a ilusão do desaparecimento do media, criando uma imediação como dizem Bolter e Grusin. Mas não será que a mediação só se efectua exactamente por se manter oculta, tanto mais que a simples oposição exterior (meios) / interior (sujeito) deixou de funcionar rigidamente?

Neste sentido, o meio entra numa certa fusão com o sujeito, numa lógica de "hot", criando uma dependência forte. McLuhan, em 1969, chega mesmo a afirmar que: "a atracção pelas drogas alucinógenas é um meio de alcançar a empatia com o nosso meio ambiente electrónico, ambiente esse que é em si uma viagem interior sem drogas". Também em William Gibson, no seu famoso romance "Neuromancer", podemos ler: " o ciberespaço é uma alucinação consensual experimentada diariamente por milhares de milhões de operadores autorizados".

A dependência tornou-se um conceito fetiche, com uma força generalizadora, viral, aditiva, que é preciso questionar. O que significa que sejam utilizadas por vezes exactamente o mesmo tipo de explicações para a dependência das drogas e dos computadores «computer addiction» ou «Internet addiction», bem como da adicção à comida, à saúde, ao jogo, etc.?



Estamos de acordo com o que diz Karabeg. Torna-se necessário definir com mais rigor o que se entende por "adicção". Na verdade, o conceito antigo de "dependência" tem ainda uma forte carga negativa associada ao uso ilícito de drogas. Contudo, autores da nova ciência da comunicação começaram, desde há várias década atrás, a reverem o problema.


"The motivation for that theme is McLuhan’s wellknown observation that developing technical civilization while using old concepts is like driving a car while looking at the rear-view mirror. We extend McLuhan’s work one step further by creating one new concept. More precisely, we redefine or recycle an old concept by giving it a new meaning and a new life." (Karabe, 2008, p. 1).


Acentua-se uma mudança na forma de ver a dependência: "the change of our understanding of addiction from narcotics, alcohol, gambling to a shadow aspect of culture" (Karabeg, p. 1). De facto, "addiction is a shadow aspect of culture, a result of using cultural know-how to harm people and make them dependent. Controlling addictions has therefore always been one of the basic functions of culture" (p. 9).


Nas sociedades actuais, a lógica da dependência na relação com os novos media digitais já não é equilibrada pelas proibições de tipo religioso (tabus associados ao consumo excessivo de drogas tais como opiácidos, alcoolismo, jogo, etc ). Torna-se assim necessário entender esta nova dependência como uma das características fundamentais da nova sociedade da informação.

Ver: Dino Karabeg, "Addiction Pattern", in <http://folk.uio.no/poly/addiction-paper.pdf>. Consultado em 15 Out. 2008.


Esta questão irá merecer um desenvolvimento futuro. Entretanto vejam este blog sobre o Social Networking Addiction:

http://socialnetworkingrehab.blogspot.com/2007/09/step-1-recognize-you-have-problem.html


21/07/08

A importância das redes sociais na web

A propósito de um prémio no Reino Unido (UK Catalyst Awards ), encontrei este texto de Ana Neves que sublinha a importância cada vez maior das redes sociais na web.


"Todos sabemos o papel das ferramentas sociais e redes sociais online nas nossas vidas pessoais. Sabemos que cada vez mais organizações estão a adoptar ferramentas sociais como suporte dos processos organizacionais. Mas uma das maiores promessas das ferramentas sociais está no papel que podem ter como mecanismos de intervenção, democratização e envolvimento. “Pelas pessoas para as pessoas” é a expressão que me vêm à cabeça. Eu sei que é um cliché mas é, na verdade, o que cada um dos candidatos a este prémio ambiciona".

Ver o texto completo de Ana Neves disponível em:
http://flocosdeneves.blogspot.com/2008/07/prmios-para-sites-das-pessoas-para-as.html

09/09/07

Hi5 é a rede social mais visitada pelos portugueses

Estatísticas das redes sociais em Portugal


"Durante o primeiro semestre deste ano, 77,6 por cento dos internautas com mais de três anos, residentes em Portugal Continental, acederam a redes sociais online, o que corresponde a 2,3 milhões de utilizadores, mostram os dados da Marktest.

No total, foram vistas mais de mil milhões de páginas em comunidades virtuais entre Janeiro e Junho, com cada internauta a ver, em média, 465 páginas. O tempo despendido nestes sites, por utilizador, foi de 3 horas e 14 minutos, o que perfaz um total de 7,5 milhões de horas ao longo do semestre.

Tanto homens como mulheres apresentam comportamentos semelhantes neste campo. Porém, a diferença assenta no horário escolhido para visitar estes espaços virtuais. As mulheres lideram as visitas entre as 11 horas e as 23 horas, enquanto que os homens apresentam uma taxa de acesso superior a partir dessa hora e durante a madrugada.

O Hi5 é o site que atrai mais visitantes liderando a tabela com perto de 2,02 milhões utilizadores únicos ao longo do primeiro semestre. Os internautas nacionais acederam a 673 milhões de páginas,dedicando-lhes 4,9 milhões de horas.

O Spaces.msn.com foi o segundo classificado em utilizadores únicos, com 993 mil utilizadores, e o MySpace terceiro, com 571 mil.

No que toca ao número de páginas visitadas o destaque foi para o site Pt.netlog.com (124 milhões), a terceira posição foi assegurada pelo orkut.com, que registou 110 milhões de páginas visualizadas.

Por seu turno, o segundo lugar em tempo dedicado pertenceu igualmente ao Pt.netlog.com, que obteve 737 mil horas em visualizações. O fotolog.com ficou em terceiro nesta categoria com cerca de 628 mil horas de navegação".


2007-07-18 17:01:00


In:
http://tek.sapo.pt/4Q0/758352.html