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09/03/10

"Critérios de reputação em coletivos digitais: estudo de caso na disciplina criando comunidades virtuais de aprendizagem e de prática"

Ver esta tese de mestrado brasileira sobre as relações sociais numa comunidade virtual em que se utiliza um método etnográfico baseado na antropologia simétrica de Bruno Latour.

"Título original

Critérios de reputação em coletivos digitais: estudo de caso na disciplina criando comunidades virtuais de aprendizagem e de prática
Autor

Freire, Claudia Pontes

Resumo

"Relações de poder na sociedade em rede, emergência, nomadismo e coletivos digitais.

Estudo inserido na Área de Concentração Interfaces Sociais da Comunicação, na Linha de Pesquisa Educomunicação do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Comunicação (PPGCOM) da Universidade de São Paulo. A pesquisa trata dos critérios de reputação em trabalho coletivo mediado denominado texto coletivo desenvolvido por alunos do Programa de Pós- Graduação em Ciências da Comunicação (PPGCOM) da Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo, constituindo-se em um estudo de caso na disciplina Criando Comunidades Virtuais de Aprendizagem e Prática, em vigor desde o ano de 2001. Estudo longitudinal, exploratório, o método é etnográfico utilizando técnicas de coleta de dados quantitativas (questionário fechado) e qualitativas observação participante e coleta de depoimentos. Os resultados apontam para os seguintes critérios de reputação: a) o envolvimento dos participantes na atividade de produção coletivo; b) a influência do conhecimento de cultura digital e ferramentas da web (literacia digital); c) perfil do aluno e característica pessoais que despertam a confiança e o compartilhamento de conhecimento por parte dos outros colegas."

Metodologia utilizada:



Ver aqui a tese completa:

05/03/10

Social Media Revolution


Social Media Revolution
www.youtube.com
"Social Media Revolution: Is social media a fad? Or is it the biggest shift since the Industrial Revolution? This video details out social media facts and figures that are hard to ignore. This video is produced by the author of Socialnomics".

25/02/10

Orkut way of life

Um texto que reflecte uma experiência de social-networking.

Para ler com atenção e tempo.


"Orkut way of life

Vejamos: o que faz um brasileiro típico (da classe média com acesso a internet) ao chegar no trabalho na segunda-feira pela manhã? Ele faz duas coisas, na verdade. A primeira delas é abrir o e-mail; a segunda, o Orkut, para dar uma conferida no que "rolou" nos últimos dias (ou horas, se for um fanático ), ver suas mensagens, verificar se algum "amigo" novo o adicionou, se aumentaram os coraçõezinhos do seu perfil, essas coisas todas. Estamos diante de uma nova maneira de encarar a internet e as "relações" por ela fabricadas. O papel do Orkut (e de suas dezenas de imitações atuais: "Orkut" para pessoas bonitas, para ricos, para o público GLS, etc. ) já não pode mais ser ignorado. É o Orkut way of life cada vez mais presente no cotidiano das pessoas virtuais, como nós.

Um tempo atrás, enviei um e-mail à minha prima. Ela não respondia, e eu perguntei o motivo desse desprezo. Ela disse que não lia e-mail, que se eu quisesse "falar" com ela tinha que deixar scrap, pois era muito mais fácil (“manda scrap, pô!” ). Eu dei uma investigada e descobri que a "galera" dela também não lê e-mail, uma menina até comentava que nem lembrava de sua senha. O negócio era o Orkut! Não importa o tipo de mensagem, era lá que ela deveria ser colocada! Isso é um fenômeno interessantíssimo e, parece, o grande canalizador das discussões do Orkut. Não é necessário privacidade, individualidade, nada disso. O Orkut te coloca de fato no mundo digital, quer você queira, quer não. E o pior é que isso é o atrativo principal, entende? Ali, a idéia é justamente essa: exposição. Ninguém entra no Orkut, em princípio, para ficar escondido (exceto alguns grupos de que falarei abaixo ). O Orkut existe para você aparecer, para suas amigas escreverem que vão passar na sua casa às 21h hoje à noite para irem dançar forró e que você gosta de beber cerveja e odeia o Lula, e que tem muitos "amigos". Aliás, o que tem escrito na entrada do site? “Quem você conhece?” Isso perdeu o sentido quando o Orkut, seu criador, adicionou alguém que não era seu amigo (ou foi algum amigo dele que fez isso? ). O Orkut passou a ser um "site de relacionamento" (não um cadastro de amigo, como foi concebido ), uma vitrine de pessoas de verdade e de mentira (a maioria), onde podemos "selecionar" os amigos, da mesma maneira que selecionamos as comunidades, como se estivessem disponíveis em uma prateleira.

O fato de ele ser um shopping de personalidades é uma das partes boas. Não há nada de errado com isso. Não há problema em querer encontrar pessoas diferentes de você, que odeiam aquela banda que você adora, que adoram aquele filme que você detesta, ou mesmo iguais. A diversidade também existe no mundo digital, sabe? Estas pessoas criam comunidades, discutem temas que te interessam, indicam livros, filmes, sites, falam um monte de absurdos, etc. Todo mundo pode encontrar algo ou alguém interessante no Orkut, para falar a verdade. E o Orkut é isso, na minha opinião: um shopping de pessoas e de seus gostos.

Como tudo que é composto por pessoas, o Orkut também tem seus problemas. A maioria das pessoas mente, mente descaradamente, aliás! Conheço pessoas que estão em comunidades de autores que jamais ouviram falar, de livros que nunca leram, de filmes que nunca viram. Já que pode mentir, (quase) todo mundo aproveita! Por que, claro, no ambiente "competitivo" como este – o Orkut, em que preciso me "vender", as pessoas só "compram" os melhores, os mais cultos, os mais bonitos, os mais legais, os que tenham mais amigos. Está certo, quem vai adquirir uma televisão preto e branco se pode ter uma de plasma?! Além disso, por que tenho que ser menos que meu vizinho, que mente no perfil dele? Não, não posso admitir isso! Preciso de centenas de amigos, de boas comunidades e de milhares de scraps que atestam que "eu sou o cara", eu sou legal... adicionem-me, portanto!

Há ainda os que não se mostram, estes, geralmente, estão relacionado a sexo. "Pessoas" falsas no Orkut, que colocam fotos de seus órgãos genitais, são milhares. Ali, claro, estão protegidos. Podem ser o garanhão, a vagabunda, não precisam ser eles mesmos. É incrível como no Orkut as pessoas são bem dotadas, bonitas, inteligentes, cultas, leitores compulsivos, repletos de amigos. Quase ninguém é infeliz por lá! O Orkut permite isso, esse mundo de sonhos, de faz-de-conta, de mentira. É através dele que estabelecemos vínculos, nos aproximamos de amigos de antigamente, conhecemos gente nova, criamos laços de afeto e de rancor. Baseamos tudo isso em uma ferramenta edificada sobre a mentira, sobre a enganação, sobre a competição. O Orkut parece ser o depositário da humanidade, o depositário das aspirações verdadeiras de gente de mentira.

Depois de um certo tempo no Orkut way of life, a brincadeira começa a cansar. Se você não usa o Orkut como e-mail, como é meu caso, felizmente, não há motivos para ir lá todo dia. Amanhã será igual a hoje, que foi igual a ontem. Do ponto de vista tecnológico, digamos assim, acho que o Orkut do jeito como está hoje não sobrevive muito (se bem que ainda tem toda uma China para conhecê-lo, não é? ). Acredito que a tendência é que ele disponibilize um blog, um fotolog, talvez uns joguinhos, ou será seu fim. A gente começa a se cansar das pessoas, das coisas, com o Orkut é assim, acho. Seja como for, o Orkut é a maior sensação da Web desde o Google, não há dúvidas. Se eu estivesse fazendo propaganda, diria: 12 milhões de pessoas não podem estar enganadas! Ou podem?, sei lá. Seja como for, Orkut way of life é isso, é considerá-lo parte do seu dia-a-dia virtual, é abrir o e-mail e ele também, é tirar fotos novas para alterar no seu perfil, é responder os parabéns virtuais que você recebe pelos scraps, é procurar aqueles seus vizinhos de 20 anos atrás, é incorporar tudo isso a seu cotidiano virtual, gostando ou não. E, então, se um dia você cometer Orkutcídio, é saber que você está sozinho nessa, meu amigo, que todo mundo que você conhece ainda está lá, que vão te chamar de diferente, de estranho, de chato... você não vai mais ser o cara legal. (De repente até vale a pena, hein? )

A propósito, já percebeu que hoje em dia, quando você conhece alguém, o cara logo te pergunta se você tem Orkut e diz que vai te adicionar? Ninguém mais pergunta se você tem e-mail, perguntam se tem Orkut! O Orkut agora é o RG digital das pessoas, caso você ainda não tenha percebido que isso é Orkut way of life, eu já não sei mais nada...

É claro que muita gente vai me mandar e-mail reclamando (e xingando! ) dizendo que não gostam de Orkut, que nunca entraram no Orkut, que não é todo mundo que é assim, vivendo no Orkut way of life, que eu generalizo, que existem pessoas que não se rendem a esta idiotice, etc. Claro que não! , poupem seu tempo. Esse mundo é grande demais para todo mundo ser igual e fazer a mesma coisa. Mas a regra é essa: estar no Orkut! 60% Dos brasileiros com acesso a internet são a regra, você que lê mais de 1,8 livros por ano e não está no Orkut é que é a exceção. "

Marcelo Maroldi

22/02/10

The genealogy of the concept of "Social Software"

Some excerpts of "Tracing the Evolution of Social Software" (2004):

"The term 'social software', which is now used to define software that supports group interaction, has only become relatively popular within the last two or more years. However, the core ideas of social software itself enjoy a much longer history, running back to Vannevar Bush's ideas about 'memex' in 1945, and traveling through terms such as Augmentation, Groupware, and CSCW in the 1960s, 70s, 80s, and 90s.

By examining the many terms used to describe today's 'social software' we can also explore the origins of social software itself, and see how there exists a very real life cycle concerning the use of technical terminology".

[...]

It isn't until late 2002 that the term 'social software' came into more common usage, probably due to the efforts of Clay Shirky who organized a "Social Software Summit" in November of 2002. He recalls his first usage of the term to be from approximately April of 2002.

I asked Clay if it was the loss of meaning in the terms 'groupware' that made him choose the term 'social software', and he replied:

"I was looking for something that gathered together all uses of software that supported interacting groups, even if the interaction was offline, e.g. Meetup, nTag, etc. Groupware was the obvious choice, but had become horribly polluted by enterprise groupware work."

[...]

2000s — Changing Definitions of Social Software



An early definition by Clay for the definition of social software was:

"1. Social software treats triads of people differently than pairs.
2. Social software treats groups as first-class objects in the system."

However, Clay more recently prefers the simpler:

"software that supports group interaction"

[...]."

In: http://www.lifewithalacrity.com/2004/10/tracing_the_evo.html

Publication: October 13, 2004

31/01/10

A passagem dos dispositivos tradicionales de CMO para o Software Social

Um texto que reflecte sobre o conceito de software social.

"Se trata de describir y comparar el funcionamiento de un determinado software de comunicación mediada por ordenador que se encuentra en Internet y que, des de hace unos pocos años, ha generado una pequeña polémica sobre su denominación entre ingenieros programadores y académicos.

En efecto, algunos usan el termino de ‘software social’ para designar únicamente una determinada categoría de dispositivos y servicios de Internet con diferentes funciones como la publicación y distribución de imágenes (Flickr), vídeos (YouTube), enlaces favoritos (Del.icio.us, Meneame, Digg), o artículos escritos (blogs, Barrapunto); todos ellos desarrollados a partir del año 2000.

El objetivo de esta nueva denominación es establecer una distinción con los dispositivos de comunicación mediada por ordenador de Internet --chat, listas de correo, foros electrónicos, MUD, los grupos de noticias, etc.-- , que a partir de ahora, para abreviar llamaremos dispositivos tradicionales de CMO" (p. 79).

Este desacuerdo nos llamó la atención porque intuimos que no se trataba de una simple discusión sobre mejoras de dispositivos o de nuevos proyectos de servicios en Internet. Algo se estaba transformando. Y las transformaciones tenían que ver con lo que llamaremos sus respectivas teorías de lo social o, también, socio-lógicas".

[...]

"Como decíamos en la introducción, nuestro objetivo es terminar esta breve descripción sobre el funcionamiento de estos dos tipos de dispositivos de comunicación mediada por ordenador y de este pequeño análisis de los discursos que los ingenieros-sociólogos, con la presentación de un resumen de los aspectos que mas sobresalen de sus teorías de lo social. Para facilitar la exposición, hemos elaborado el siguiente cuadro que pasamos a comentar:










‘Comunidad virtual’ es, sin ninguna duda, el concepto más popular para referirse a los grupos que surgen como consecuencia del uso de los dispositivos de la CMO tradicional. Con el recurso a este término, se condensa una teoría de lo social: se circunscriben los limites de la asociación (espacio social = hasta donde llegue lo ‘social’), se asignan unos intereses para devenir miembro (cualquier humano), se ordena de determinada manera de relacionarse y de establecer vínculos intersubjetivos (netetiqueta), etc. Pero, también, en esta manera de promover y dar cuenta de este tipo de asociaciones, se siguen ocultando algunos debates importantes: son ejemplos de ello, el silencio sobre la creciente expertizacion de los usuarios o la separación radical entre la realidad on y realidad off de modo que su relación se convierte en un problema. Y, lo que parece menos comprensible tratándose de Internet, es que todo continua “Como ocurría con el sexo en la era victoriana, los objetos están por todas partes pero no hablamos nunca de ellos” (Latour, 2006:105).


in Vayreda, A., & Estalella, A. (2007). 'Software social: ¿teoría social?' In F. Tirado & M. Domènech (Eds.), Lo Social y lo virtual. Nuevas formas de control y transformación social, Barcelona: Editorial UOC, 78-92.

17/01/10

Sociology of Google?

"Le Googling à l'intersection individu/Internet – Philippe DUMAS et Daphné DUVERNAY 2009
Cette assertion est sans doute en passe de devenir un programme de recherche en France selon l'excellente présentation qu'en font ses auteurs (Ph. DUMAS et D. DUVERNAY, Chercheurs en SIC, Université de Toulon) dans le récent ouvrage collectif intitulé « L'entonnoir : Google sous la loupe des chercheurs en science de l'information et de la communication » (C&F 2009).

C'est en tous les cas une nouvelle entrée de chercheurs SHS dans la problématique « Google » (après l'approche documentaire-critique, l'approche critique-idéologique, etc.) et très intéressante car la plus directement sociologique pour l'instant : ici est étudiée la remarquable articulation entre un outil moteur / un individu en état de recherche / une méga machine Internet."

In: http://www.electropublication.net/

20/11/09

Report: 'The Impact of Social Computing on the EU Information Society and Economy'

Report: 'The Impact of Social Computing on the EU Information Society and Economy'
Report:

The European Commission JRC, Institute for Prospective Technological Studies
released a comprehensive report on social and economic implications of Social Computing [aka Web2.0, social media].

'The Impact of Social Computing on the EU Information Society and Economy'
(Eds.) Yves Punie, Wainer Lusoli, Clara Centeno, Gianluca Misuraca and David Broster
Authors: Kirsti Ala-Mutka, David Broster, Romina Cachia, Clara Centeno, Claudio Feijóo, Alexandra Haché, Stefano Kluzer, Sven Lindmark, Wainer Lusoli, Gianluca Misuraca, Corina Pascu, Yves Punie and José A. Valverde

A very interesting report.


An excert from de preface::

"In this context, this report, and the research that lies behind it, focuses on “Social Computing” that enables user-centric, collaborative knowledge sharing, community-building activities using the Internet.
Globally, the Internet is used by some 1.7 billion people1 (24.7% of the population) and by some 318 million Europeans (64%).

Social computing has exhibited a prolific growth since its genesis in the early years of this decade and, since 2005, has achieved unprecedented levels of EU and global usage. Current estimates indicate more than 130 million Europeans3 are involved in social computing and are interacting in a broad spectrum of commercial, leisure and social domains. It is very likely that all readers will have had some social computing experience in either an active or passive role as encounters with Social Computing have become mainstream for the vast majority of Internet users. Searches for information will frequently transport us to Wikipedia, YouTube, Facebook or similar, or else to Blogs and other forms of collaborative on-line applications that have adopted the so-called Web 2.0 paradigm. For the younger generations, social computing has provided a medium for expression of interests and opinions, for collaboration and for building communities unbounded by locality.

Beyond the initial wave of “getting involved”, social computing is now in a period of consolidation and maturation enabling individuals, and groups, to access and contribute to knowledge on an ever increasing and already vast array of topics. Examining the evidence in this report and elsewhere, it is relatively easy to see how, over the coming years, social computing could play an increasingly important role in re-engaging citizens in political debate, in securing social cohesion and harmony, and it could provide a platform for dialogue on the grand challenges of the EU and the rest of the world."


17/10/09

Software Social: O Que É? Qual O Seu Impacto Nas Pessoas E Organizações? Um Relatório da Australian Flexible Learning Framework



Excerto retirado do site referido no link acima:

Características de indivíduos, grupos e empresas já inseridas no software social

Os indivíduos

As características de quem, na Formação Profissional, já está integrado no uso do software social insere-se nas definições de Roger (1995): no grupo dos inovadores, nos adoptantes iniciais e um pequeno número insere-se na maioria inicial. A categorização de Roger:


Inovadores: Os bravos - aqueles que forçam a mudança. Os inovadores são comunicadores muito importantes.


Adoptantes iniciais: Pessoas de renome - líderes de opinião, testam novas ideias mas de uma forma cuidadosa.


Maioria inicial: Pessoas ponderadas - cuidadosas, mas que aceitam a mudança mais depressa que a maioria.


Maioria tardia: Pessoas cépticas - usam as novas ideias ou produtos quando a maioria os usar.


Retardatários: Pessoas tradicionais - defensoras da "maneira antiga", são críticos em relação a novas ideias e apenas a aceitarão se a nova ideia se tornar difundida ou até tradição.


Rogers identificou que as cinco categorias de adopção seguem uma curva de desvio padrão: muito poucos inovadores adoptam a inovação ao início (2.5%); um pouco mais tarde, os adoptantes iniciais perfazem 13.5%; a maioria inicial 34%; a maioria tardia 34% e algum tempo depois os retardatários perfazem 16%.



A Curva de Adopção da Inovação de Rogers é útil para lembrar que tentar convencer rapidamente as massas para uma ideia controversa é inútil. Faz mais sentido começar por convencer inovadores e adoptantes iniciais. A categoria e percentagens podem ser usadas como um esboço inicial para estimar os grupos alvo.

As características das pessoas excepcionais que iniciam 'epidemias', descritas por Gladwell em The Tipping Point (2000), encontram-se reflectidas naqueles que estão já imersos no software social. Gladwell refere-se a estas pessoas como Conectores, Especialistas e Vendedores. Eles são os mensageiros que espalham as mensagens sociais.


Conectores: Pessoas com um dom especial em unir o mundo, especialistas em pessoas, conhecem muita gente e são capazes de estabelecer ligações sociais.


Especialistas: Especialistas em informação e peritos em resolução de problemas, com apetências sociais e que gostam de partilhar o seu conhecimento.


Vendedores: Têm as capacidades de nos persuadir quando ainda não estamos convencidos.


Gladwell aplicou o conhecimento sobre como se espalham as 'epidemias' para criar uma teoria sobre a mudança social "contagiosa". Ele notou que as epidemias têm três características: contágio; o facto que pequenas causas têm grandes efeitos e que as alterações acontecem não gradualmente mas abruptamente.

No que se refere à mudança, a teoria da gestão, mostra que há sempre aqueles que darão o primeiro passo. O que geralmente os motiva é algo intrínseco, a emoção de novos desafios e um desejo de tornar as coisas melhores. Quem exercia a Formação Profissional e que avançou, rumo ao saber como usar estas ferramentas de software, provou ser capaz profissional e com muitos recursos.



McCulloch, uma mentora de e-Learning, formadora e facilitadora, escreveu sobre as razões que entende serem responsáveis para que a segunda vaga (os adoptantes iniciais) esteja preparada para se ligar ao software social:


"Acredito que é a autonomia e livre vontade que captou a atenção da segunda vaga e a sua capacidade de "fazer por si mesmo" será um ponto importante para sustentar a continuidade das sua práticas no e-learning. É a simplicidade e facilidade de uso destas ferramentas de rede social que trouxe mais sucesso, num curto espaço de tempo, durante os projectos realizados em 2006."


Pode ser discutível dizer que a confiança é a principal característica do "bloguer". Exige confiança publicar pensamentos, ideias e debates num ambiente público. Murray, em referência ao uso da funcionalidade de "comentário" na The Knowledge Tree, notou:




"desde que a The Knowledge Tree começou a usar software de blogue, a funcionalidade de comentários foi utilizada menos por australianos do que por leitores internacionais... é uma capacidade inata...s e queremos comunicar, seja através de blogues, temos que comentar... temos que ter a confiança para 'falar' e construir um perfil. Comentar é um bom ponto de partida mesmo que seja só para dizer 'obrigado'."




Os grupos

Com a utilização de software social, a definição de "grupos" tornou-se mais ampla, tornando difuso o sentido de grupos, redes e comunidades. O factor relevante no uso de software social é a sua natureza social. É a ligação e formação de redes e/ou comunidades que evoluem que faz com que tantos achem o fenómeno tão interessante.

Este conceito de ligar e conectar a teoria do Conectivismo de Siemens, suportada por Stuckey e Arkell (2006) que dizem que, "O chavão corrente para a gestão de conhecimento é ligar, não recolher". (p 7)



Eles também indicam que "a importância das comunidades de prática e as suas capacidades de criação de conhecimento generativo" foi bem defendida e estabelecida por um número de pessoas, incluindo Wenger, o proponente inicial de comunidades de prática em empresas. Wenger define três características essenciais de uma comunidade de prática:


O Domínio - um interesse partilhado


A Comunidade - Inserção em actividades e debates em conjunto, ajuda mútua e partilha de informação.


O Exercício - Eles desenvolvem um reportório partilhado de recursos: experiências, histórias, ferramentas, formas de abordar problemas recorrentes - em suma, uma actividade partilhada.


White defende três tipos de comunidade que agora operam no domínio da blogosfera do software social: a comunidade que pertence a um só Blogue/Bloguer; a comunidade específica a um tema/tópico; e a comunidade fronteira referente ao local (servidor) aonde o blogue está alojado.



Um elemento fundamental das ligações, do trabalho em rede e da formação de comunidades de prática é a "confiança". Tem que existir confiança nos juízos feitos pelas pessoas com as quais se liga. A confiança é a base de todas as interacções humanas. Boone, sobre Stuckey e Arkell (2006 p 7) indica, "Eu não quero dados em bruto, não quero informação, quero os juízos das pessoas em quem posso confiar".

Purie et al (2006), sobre considerar o valor dos sistemas sociais, disse que:


"Os sistemas sociais também dariam confiança e segurança num mundo onde os alunos estão ligados aos outros digitalmente e o conteúdo de ensino é partilhado entre estudantes e até co-produzido. Conteúdo comunitário, simples e open source tem a vantagem de dar acesso a conteúdo ilimitado de ensino, mas possibilitando o levantar de questões sobre a sua qualidade, valor e confiança."




As organizações

Stuckey and Arkell (2006) oferecem uma estrutura de quatro quadrantes:


"para definir os relevos culturais de actividades de partilha de conhecimento contra uma linha de crescentes representações individuais ou conformação empresarial. "


Eles disseram que o software social suporta o desenvolvimento de uma cultura aberta à partilha de conhecimento dentro de empresas, enquanto que uma cultura de conformidade obrigatoriamente conduziu a gestão de conhecimentos aos dias de hoje. Há uma necessidade da existência de ambas as culturas e de estas serem niveladas, defendem, e " uma gestão de conhecimentos fiável baseia-se na fusão das duas".

Certamente há indícios de indivíduos na Formação Profissional (os inovadores, adoptantes iniciais e mensageiros) que procuram formas de evitar uma cultura de conformidade dentro de empresas, testando novas tecnologias para suportarem a partilha de conhecimento, aprendizagem individual e a aprendizagem dos seus alunos. Por si só, isto cria tensões à medida que entendem que a empresa suprime a criatividade e inovação.



O que disse o estudo:

Suporte empresarial para o uso de software social foi considerado de grande importância para 82% dos participantes no estudo, com 67% desses a pertencerem ao sector da Formação Profissional.

Em relação aos itens concebidos para dar suporte organizacional ao uso de software social, muito poucos inquiridos na Formação Profissional avaliaram o apoio de colegas e da organização como "totalmente de acordo".



Estes tópicos foram:


a maioria dos meus colegas na minha empresa inspiram-me a usar estas tecnologias, sinto que faço parte de uma equipa de inovação (11% na Formação Profissional comparado com 37% de todos os inquiridos)


a minha empresa encoraja-me activamente desenvolver-me profissionalmente (tanto formal como informalmente) utilizando software social (7% na Formação Profissional comparado com 6% de todos os inquiridos).

24/01/09

As redes sociais e a Igreja Católica

As "redes sociais" na internet começam a ser objecto de debate no espaço público.

"Numa conferência realizada pela Igreja Católica, a Conferenza Episcopale Italiana (CEI, ou na tradução, Conferência Episcopal Italiana), o bispo Don Domenico Pompili alertou para os perigos de redes sociais online como o Facebook.

Segundo o site The Inquirer, Pompili acredita que os serviços levam ao que chamou de “individualismo interconectado”.

Para o bispo, relacionamentos criados online não são reais, e sites de networking levam ao “egocentrismo online”, afastando relações reais. Compartilhando de sua opinião está também o bispo Mariano Crociata, que presidiu a CEI e alertou para a glorificação da internet.

(...)

De acordo com o site italiano WebNews, as opiniões fizeram parte de uma palestra chamada “Igreja na Rede 2.0”, em que foi defendida a necessidade da criação de um novo modelo de rede de comunicação online, diferente dos existentes e criticados".

Magnet / Geek Central

Ver:

http://www.geek.com.br/blogs/832697632/posts/9020-igreja-cat-lica-debate-redes-sociais-online

04/11/08

Como estudar sociologicamente o social-software? Um exemplo de projecto de investigação.

Para se entender a forma como se estuda sociologicamente o social-software, apresento aqui um exemplo interessante de um antropólogo espanhol, Adolfo Estatella.


"Y el contenido… ya sé que es un poco abstruso, y que alguno pensaréis que los blogs no tienen tanta miga como para que yo le dedique dos o tres años de estudio. Pero estudiar los blogs hata ese extremo… no es sólo por el blog, sino por todo lo que imoplica el blog, esos fenómenos a los que apuntan los blogs y los bloggers con su práctica y que sutilmente pasan desapercibidos. Los límites cada vez más difusos de lo privado y lo público, un nuevo posicionamiento de los blloggers frente a los medios, una nueva forma de lectura (y relectura) de los medios…
Y os aseguro que no es más sencillo analizar un blog que la muerte de una estrella convertida en supernova. Y yo, he estudiado un poco de los dos (sólo un poco).
También, no es muy ortodoxo esto de contar a quien investigas qué es lo que investigas. Los etnógrafos siempre se guardan una parte para sí. Pero esto no es una etnografía al uso, y los bloggers sois muy peculiares (¿somos?). Así que sin miramientos suelto mi rollo, que son sólo unas notas de trabajo para la presentación.
Entre blogs. Una etnografía simétrica a través de Internet

PREGUNTAS DE INVESTIGACIÓN¿
Qué nos mantiene unidos cuando nos relacionamos con otras personas a través de la pantalla?
¿Cómo construimos nuestros vínculos a través de artefactos de Internet como el correo electrónico, el chat, los blogs, etc?
¿Qué propiedades tienen esos vínculos? y ¿qué sociabilidad se construye a través de ellos?
Estas son las preguntas que sirven para situar la cuestión de mi investigación. El artefacto objeto de mi investigación: los blogs.

BLOGS, ARTEFACTOS EN INTERNET
Desarrollados desde 1999, los blog tienen formalmente un aspecto similar al de una página web personal creada mediante un software especializado. Normalmente un blog es escrito por un autor, y ocasionalmente por un número reducido. Visualmente muestran una serie de artículos, publicados periódicamente con ordenación cronológica. Los lectores pueden incluir comentarios a los artículos y estos suelen contener un número elevado de hiperenlaces.

ETNOGRAFÍA EN INTERNET
El objeto de mi investigación es analizar cómo construimos nuestros vínculos a través del blog y cómo este artefacto organiza nuestras prácticas cuando nos encontramos frente a la pantalla e incluso más allá.
Desarrollaré mi trabajo como una etnografía, la metodología que han usado los antropólogos desde hace casi un siglo para estudiar la cultura de los otros (ya sean argonautas del Pacífico o tribus urbanas). El objetivo de toda etnografía es comprender la cultura del otro y hacerlo a través de una descripción densa que nos permita comprender el sentido profundo de los significados de esas comunidades (sus ritos, su organización, etc.).

BLOGS, MÁS QUE COMUNICACIÓN
Mi etnografía pretende comprender cómo el blog es un artefacto para la acción, porque el blog, y esto es una hipótesis de partida, no es sólo un instrumento de comunicación. Permite a su autor construir su presencia en Internet, ser partícipe en la construcción de Internet, utilizarlo como un instrumento de pensamiento, etc.
Esto significa que una investigación sobre blogs no puede reducirse al análisis del intercambio textual que se produce a través de la pantalla, sino que debe analizar lo que sucede más allá de los blog gracias a su mediación, lo que sucede ‘entre los blogs’.

LO SOCIAL Y LO TÉCNICO
El planteamiento de mi investigación asume un giro en la forma de pensar nuestra relación con la tecnología.
El enfoque habitual de los estudios sobre las comunicaciones en Internet asume que la tecnología es un escenario en el que nos comunicamos y ‘dentro’ del cual construimos nuestras relaciones. Cuando se analizan las comunicaciones en un chat o en los blogs, se distingue entre el mensaje (de texto) y el canal (la tecnología). Esto lleva a considerar que lo social se construye a través del texto mientras que lo tecnológico es sólo un escenario (que normalmente desaparece en el análisis).
La propuesta teórica desde la cual acometo mi investigación, la Teoría del Actor Red, sostiene que no podemos mantener esa distinción.
¿Qué significa esto? Significa que mi etnografía no se limita sólo al texto de los blog sino también a su software. Significa que el trabajo de campo que realice analizará a los autores de blogs tanto a través de sus interacciones en Internet como en encuentros cara a cara; analizaré tanto a quienes escriben el blog como al software que sirve de arquitectura para el blog (¿quién es más responsable de un blog, el autor que lo escribe o el software que permite que sea escrito?), analizaré tanto a los usuarios finales de los blog a los desarrolladores del software.

ALGUNAS DIFICULTADES
(i) La construcción del campo. Una etnografía en Internet que no está localizada en una sala de chat, un grupo de noticias o un blog, etc. plantea ciertas dificultades: ¿qué blogs concretos se estudian? La respuesta es que el campo de estudio es construido en la misma investigación.
(ii) La Teoría del Actor Red (TAR). El uso de la TAR pone de manifiesto las limitaciones de muchos conceptos usados en el análisis de las interacciones de Internet como por ejemplo la idea de ‘entorno’, el concepto de ‘interacción online’, etc, prescindir de ellos significa proporcionar una alternativa que tendré que desarrollar".
Adolfo Estatella

29/10/08

Web 1.5: "social networking" entre o email e a Web 2.0


«SOE (social online environments, social networking sites, por ex. Hi5, Facebook, MySpace, Friendster, Linkedln, Orkut, Ringo, etc), são ferramentas de software social disponibilizadas num website de redes sociais, que permitem a cada utilizador criar um perfil de si próprio (através de descrições, fotos, listas de interesses pessoais) e construir uma rede pessoal de relacionamentos sociais que o conecta intencional e selectivamente com outros utilizadores pertencentes à sua rede pessoal ou outras redes pessoais e de interesses pessoais comuns, através da troca de mensagens privadas e públicas entre si.
Sites sociais actualmente muito populares como o Hi5, o MySpace e o Linkedln lançados em 2003, ou o Orkut e o FaceBook em 2004, constituem uma actualização e melhoramento das primeiras gerações de software social de comunicação mediada por computador como, por exemplo, o IRC dos anos 90.
O actual software social da Web 2.0 constitui, todavia, um incremento inovacional, possibilitando a conversação em tempo real, a partilha de ficheiros personalizados de imagens, música e vídeo, a videoconferência online com utilizadores de outras redes pessoais. Estas ferramentas oferecem um enorme potencial enquanto espaço dinâmico de sociabilidades, convívio e partilha de interesses, gostos e estilos. E, à semelhança dos seus antecessores, enquanto espaço de convívio e partilha, o software social fomenta quer a manutenção das sociabilidades pré-existentes offline quer a expansão das sociabilidades puramente online»

fonte: OBERCOM, «Web 1.5: As redes de sociabilidades entre o email e a Web 2.0», Flash Report, Maio 2008, pag 3
Retirado de:

23/10/08

As redes sociais na Internet e a "dependência"


1. Introdução

Segundo o psicólogo David Smallwood, da Priory, o social-networking pode criar o "vício" dos novos amigos."Um dos sintomas do novo vício seria a sensação de rejeição e isolamento quando um pedido de amizade é rejeitado no serviço [por exemplo na rede social FaceBook]". Mais à frente, recomenda que "qualquer pessoa com problemas de vícios como compras, drogas ou álcool deveriam se manter longe de redes sociais online". E vai ao ponto de aconselhar os seus clientes: "Eu vejo pacientes que estão no Facebook e minha resposta é: pule fora". Contudo, esta posição não é consensual: "outro estudo divulgado ontem aponta que sites como o Facebook podem ser úteis para reduzir o isolamento de pessoas".


Ver o artigo completo aqui:
http://www.geek.com.br/modules/noticias/ver.php?id=39983&sec=6



Este texto levanta uma questão essencial que posso formular assim:


- as noções de McLuhan sobre a televisão, ao acentuar o carácter de dependência física (adictiva) da TV, podem-se aplicar à relação com o Ecrã Digital no caso do social-networking?

Até que ponto se está dependente, numa lógica semelhante às dependências físicas de substâncias químicas, do acto de usar o "rato", abrindo e fechando janelas no ecrã digital do computador, desse acto rítmico de reorganização temporal, dessa iluminação, tal como acontece com o adicto?

Será a "dependência" um bom conceito para compreender, por exemplo, a entrega ao zapping no caso do social-networking em que se passa rapidamente doa janela do Facebook para o Google e logo depois para o Messenger, numa aceleração como acontece com o comando à distância do ecrã televisivo.


2. McLuhan e o conceito de dependência



Nos anos 60, Marshall McLuhan desenvolveu a ideia de que os reais efeitos dos media se escondem por detrás dos supostos conteúdos. Os media mais eficazes serão os que mais facilmente criam no receptor a ilusão de que está a receber um conteúdo puro, iludindo de múltiplas maneiras a própria mediação, criando a ilusão do desaparecimento do media, criando uma imediação como dizem Bolter e Grusin. Mas não será que a mediação só se efectua exactamente por se manter oculta, tanto mais que a simples oposição exterior (meios) / interior (sujeito) deixou de funcionar rigidamente?

Neste sentido, o meio entra numa certa fusão com o sujeito, numa lógica de "hot", criando uma dependência forte. McLuhan, em 1969, chega mesmo a afirmar que: "a atracção pelas drogas alucinógenas é um meio de alcançar a empatia com o nosso meio ambiente electrónico, ambiente esse que é em si uma viagem interior sem drogas". Também em William Gibson, no seu famoso romance "Neuromancer", podemos ler: " o ciberespaço é uma alucinação consensual experimentada diariamente por milhares de milhões de operadores autorizados".

A dependência tornou-se um conceito fetiche, com uma força generalizadora, viral, aditiva, que é preciso questionar. O que significa que sejam utilizadas por vezes exactamente o mesmo tipo de explicações para a dependência das drogas e dos computadores «computer addiction» ou «Internet addiction», bem como da adicção à comida, à saúde, ao jogo, etc.?



Estamos de acordo com o que diz Karabeg. Torna-se necessário definir com mais rigor o que se entende por "adicção". Na verdade, o conceito antigo de "dependência" tem ainda uma forte carga negativa associada ao uso ilícito de drogas. Contudo, autores da nova ciência da comunicação começaram, desde há várias década atrás, a reverem o problema.


"The motivation for that theme is McLuhan’s wellknown observation that developing technical civilization while using old concepts is like driving a car while looking at the rear-view mirror. We extend McLuhan’s work one step further by creating one new concept. More precisely, we redefine or recycle an old concept by giving it a new meaning and a new life." (Karabe, 2008, p. 1).


Acentua-se uma mudança na forma de ver a dependência: "the change of our understanding of addiction from narcotics, alcohol, gambling to a shadow aspect of culture" (Karabeg, p. 1). De facto, "addiction is a shadow aspect of culture, a result of using cultural know-how to harm people and make them dependent. Controlling addictions has therefore always been one of the basic functions of culture" (p. 9).


Nas sociedades actuais, a lógica da dependência na relação com os novos media digitais já não é equilibrada pelas proibições de tipo religioso (tabus associados ao consumo excessivo de drogas tais como opiácidos, alcoolismo, jogo, etc ). Torna-se assim necessário entender esta nova dependência como uma das características fundamentais da nova sociedade da informação.

Ver: Dino Karabeg, "Addiction Pattern", in <http://folk.uio.no/poly/addiction-paper.pdf>. Consultado em 15 Out. 2008.


Esta questão irá merecer um desenvolvimento futuro. Entretanto vejam este blog sobre o Social Networking Addiction:

http://socialnetworkingrehab.blogspot.com/2007/09/step-1-recognize-you-have-problem.html


19/08/08

O social software e os adolescentes. As preocupações de uma mãe

Em algumas conversas informais que mantive no âmbito do meu estudo sobre o cyberbullying, deparei-me com a mãe de uma adolescente de 15 anos que estava muito preocupada, pois a filha passava as horas livres na Internet, em sites de social software.

Ora a preocupação da mãe devia-se ao facto da filha não ter amigos na escola (amigos da sua idade, da sua turma) e de ter muitos amigos feitos na Internet. Segundo a mãe todos mais velhos. As suas melhores amigas eram duas raparigas de 17 e 18 anos respectivamente, ou seja, 2 e 3 anos mais velhas que a sua filha e que moravam a cerca de 450 km de distância.

Isto preocupava de tal forma a mãe que até já se encontrava à procura de um psiquiatra para a filha. Isto até falar comigo.

O que se passava era que a mãe não compreendia porque a filha não tinha amizades na escola, daquelas com as quais se pode estar fisicamente. E via as amizades feitas com recurso ao social software como algo que não valia.

Acontece que este tipo de amizades é muito saudável, pois vem dar resposta ao problema das barreiras físicas e geográficas, possibilitando a interacção entre pessoas com gostos e interesses semelhantes de todos os cantos do mundo e de todas as idades. E isto em tempo real.

Assim sendo, não existe nenhum problema em não se ter amigos nos círculos sociais em que nos movimentamos, pois simplesmente essas pessoas apresentam gostos e interesses diferentes dos nossos. Logo, vamos procurar responder à nossa necessidade de interacção através dos meios que temos à nossa disposição. Esses meios são o computador, a Internet e o social software? Sim. Então nada mais tenho a acrescentar, além de que do outro lado da rede se encontra uma pessoa que, tal como nós, procura interagir com alguém com interesses semelhantes.

23/11/07

Conferência - Researching Social Software

Ciclo de Conferências “Tecnologia e configurações do humano”

Researching Social Software

http://socialsoftware-portugal.blogspot.com/


5ª Feira, 29 de Novembro de 2007 - 16h-18h
Sala de Seminários do ICS – r/c
Instituto de Ciências Sociais
Campus de Gualtar Braga, Portugal

Conferencistas

Adrian Mackenzie (Universidade de Lancaster)
http://www.lancs.ac.uk/staff/mackenza

Eduardo Jorge Esperança – Dep. Sociologia, Univ. de Évora
Miguel Ferreira – Dep. Sistemas de Informação, Escola de Engenharia, Universidade do Minho
Zara Pinto-Coelho e José Pinheiro Neves – Centro de Estudos Comunicação e Sociedade (CECS), Univ. do Minho

Moderador: Nelson Zagalo (CECS – Univ. do Minho)

Organização:

Universidade do Minho

Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade

Centro de Investigação em Ciências Sociais

20/11/07

Conference: Researching Social Software - University of Minho

Workshop: Researching Social Software

30 de Novembro de 2007
14.30h-18h



Instituto de Ciências Sociais
Universidade do Minho

Campus de Gualtar
Braga




Conferencistas


14.30 h – Apresentação - Prof. Doutor Moisés de Lemos Martins – Presidente do Instituto de Ciências Sociais

14.45 - “Current debates in STS, 'software studies’. Global assemblages and post-social relationalites in social software” - Adrian Mackenzie - University of Lancaster

15.30h – “Digital Relationships” - Eduardo Jorge Esperança – Universidade de Évora

16h – “Tea for Two - Informal Scholarly Communication” - Ana Alice Baptista - Department of Information Systems - University of Minho

Ana Alice Baptista – Universidade do Minho

16.30 – “E-participation in local communities: an exploratory research about emerging networks based on blogs” - Zara Pinto-Coelho e José Pinheiro Neves – CECS – Univ. do Minho

17h - Debate

Org.

Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade
Centro de Investigação em Ciências Sociais

12/11/07

PhD Workshop: Researching Social Software

PhD Workshop
Researching Social Software28-30 November 2007
Location: Instituto de Ciências Sociais, Universidade do Minho, Campus de Gualtar, Braga, Portugal















Course Leader: Adrian Mackenzie, University of Lancaster

Professor Adrian Mackenzie is Professor at the Institute for Cultural Research, Faculty of Social Sciences, University of Lancaster.

His research interests include anthropology of post-representational thinking and cognition; theories of capacity, individuation, invention and differentiation; wirelessness: cultural politics of infrastructure, embodiments of connectivity and network images; repetition and difference in video and audiovisual technology; new media/technological cultures and practices. See: http://www.lancs.ac.uk/staff/mackenza


His last books are:
• Cutting Code: Software and Sociality, Digital Formations Series, Peter Lang, NY, 2006

• Transductions: Bodies and Machines at Speed, Continuum Press, 2002; reprinted

Description and objective

This PhD-course aims to examine and discuss different versions and definitions of social software and how experiences of relation to others can be understood in social software. It also aims to situate software in terms of processes of production, consumption and exchange, and to discuss different approaches, techniques and difficulties involved in researching software.

Structure of the courseEach session would be 2.5 to 3 hours. Each session would have one or two readings to be done in advance. There are also websites and internet examples that should be consulted in advance. Student presentations would be part of each session.

Background reading for the workshop:
Maurizio Lazzarato (1996) 'Immaterial Labour', in Paolo Virno & Michael Hardt (eds.) Radical Thought in Italy: A Potential Politics, Minneapolis: University of Minnesota Press.

Programme
Session 1: What is social software?
Exploration of different versions and definitions of social software. This would best be done by working with same major examples including ebay, facebook, myspace, flickr, and youtube. The session would centre on close analysis of the visual and material cultures of examples. The reading for this session comes from a well known internet commentator, and publisher, Tim O’Reilly.

Session 2: Living with social software: self-other relations and sociality
Key example: Facebook or Second Life
Main focus of this session will be on how experiences of sociality, of belonging, of relation to others can be understood in social software. The readings analyse this from very different angles. The first is informed by Marxist thought, the second by social studies of technology.

Session 3: Social software in technological economies
Key example: Google
This session will situate software in terms of processes of production, consumption and exchange. The readings offer very different perspectives on this. Barry and Slater’s article comes from sociologies of science and technology. Benkler’s work comes from liberal political thought.

Session 4: Researching social software
Session on different approaches, techniques and difficulties in researching software.

Registration and contact:

The application deadline is 20th November 2007.
Please send by email a short description (no more than one page) of your PhD project, specifying your name, email address, affiliation, supervisor, your particular interest in the seminar and why you would benefit from attending it, to the organization committee (social.software.portugal@gmail.com). Number of participants: max. 15.
A fee will be charged for participation to cover administrative costs, tea/coffee and lunches and one dinner during the seminar. .The fee is 60 euros, payable on the first day of the seminar in cash (an official receipt will be given). Travel and accommodation are the responsibility of the participant.

For more information, contact:

José Pinheiro Neves (social.software.portugal@gmail.com)

Zara Pinto-Coelho (social.software.portugal@gmail.com)


See also:
http://socialsoftware-portugal.blogspot.com/
http://neves.do.sapo.pt/mackenzie/PhDSeminarMackenzie25Set07.pdf

Organization:


Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade
Centro de Investigação em Ciências Sociais
Universidade do Minho, Portugal


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Chamadas para candidatura
Workshop para Estudantes de Doutoramento: Investigando o Software Social.
28-30 Novembro 2007
Local: Instituto de Ciências Sociais, Campus de Gualtar, Braga
•Professor convidado: Adrian Mackenzie, Universidade de Lancaster(http://www.lancs.ac.uk/staff/mackenza)
Descrição e objectivo: Este workshop visa examinar e discutir diferentes versões e definições do software social, e o modo como as experiências de relacionamento com os outros podem ser compreendidas neste quadro. Também visa situar o software social em termos de produção, consumo e troca, e discutir diferentes abordagens e técnicas envolvidas na investigação sobre software social.
Estrutura: Cada sessão terá a duração de 2.5 a 3 horas. Pressupõe a leitura prévia de um ou mais artigos e a consulta de sítios na internet.
Fazem parte de cada sessão apresentações dos projectos de doutoramento dos participantes.
Sessão 1: “What is social software?” Exemplos: ebay, facebook, myspace, flickr, and youtube
Sessão 2: “Living with social software: self-other relations and sociality”. Exemplos: Facebook or Second Life
Sessão 3: “Social software in technological economies”
Session 4: “Researching social software

Candidaturas e contactos:
As candidaturas devem ser feitas até dia 20 de Novembro de 2007. Para o efeito, os interessados deverão enviar electronicamente uma descrição sucinta (não mais de uma página e meia) do projecto de doutoramento, especificando o seu nome, endereço electrónico, filiação institucional, nome do orientador, o interesse neste seminário e os benefícios que o mesmo lhe trará, para a comissão organizadora (social.software.portugal@gmail.com).
Aceitaremos 15 participantes.
O custo da inscrição, que cobre custos administrativos, chá/café, almoços e um jantar, é de 60 euros, a entregar no primeiro dia do Workshop (será dado um recibo oficial).
As viagens e a estadia são da responsabilidade dos participantes.
Para mais informação, contacte:
José Pinheiro Neves (social.software.portugal@gmail.com)

Para mais detalhes sobre o programa e exigências do curso, consulte: